Informações
| Uma questão de amor |
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| Análises |
| Sáb, 30 de Janeiro de 2010 00:17 |
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Ah mundo, velho mundo! Viram o sucesso dos Rolling Stones e do U2 aqui no Brasil? Quanta gente fazendo vigília, quanta peregrinação de longe, quanta emoção e comoção, quantos suspiros extáticos, quantas lágrimas devotas e compungidas, quantas demonstrações de amor e fidelidade nas palavras, nos gestos, na indumentária... E por quê? Porque, para quem ama, não há sacrifício que não valha a pena, não há renúncia que não compense. Quem ama, sente-se feliz em sacrificar-se para demonstrar seu amor, sua alegria pelo objeto amado. Eis: aquelas multidões amavam os Rolling Stones e o U2.
Desta constatação brotam duas reflexões, que gostaria de fazer: (1) Que pena que o mundo se encante com coisas tão medíocres! Que riqueza artística há nessas duas bandas de rock? Que riqueza nas letras, que marcas de uma percepção profunda e construtiva da vida? Que sensibilidades, que traços que sejam reflexos da Beleza que torna belas todas as coisas? Nada! Não há nada! Há barulho, desconexão e culto ao irracional; há louvações a um amor que pouco ou nada tem do Amor... Há um triste sintoma de desumanização! O que vimos foi apenas mais uma demonstração da degeneração pela qual a nossa sociedade ocidental atravessa. O Ocidente é ateu, o Ocidente é leviano, o Ocidente está entrando na barbárie infra-humana! Notem como os meios de comunicação deram uma cobertura vip para tudo isso, como os telejornalistas davam as notícias com um sorriso de complacência nos lábios. Que tristeza, ver aquelas pessoas chorando, semi-histéricas ou histéricas de vez, por uma paixão por pessoas que não as conhecem, que não se interessam nem um pouquinho por elas e que não lhes podem dar nada! Aonde a falta de valores, aonde a falta de Deus podem nos levar! Que coisa triste, trocar a fonte de água viva por cisternas furadas, como dizia o Profeta Jeremias... (2) Aquelas multidões de devotos do Nada fizeram-me recordar muita gente de Igreja, que pensa que temos que facilitar as coisas para atrair as multidões: facilitar a liturgia, fazendo dela um show de futilidades e criatividades; facilitar a moral cristã, escondendo e adocicando as exigências do Evangelho; facilitar a fé católica, escondendo seus pontos mais difíceis para a mentalidade atual. Que engano, que erro de perspectiva, que ilusão! Não são as facilidades que atraem; o que atrai é o amor! Quando as pessoas amam, são atraídas e sentem prazer e alegria em renunciar e fazer sacrifícios por Aquele ao qual amam. O futuro da Igreja não está em facilitar as coisas, mas em encantar, apresentando Jesus com toda sua inteireza de doçura, beleza, simplicidade, radicalidade, verdade, exigências e retidão. Talvez não venham multidões. Não há nenhum problema! O que importa é que, os que vierem, sejam tão apaixonados, estejam tão prontos a dar a vida, a perder tudo por Aquele que nos encanta, que causem espanto e admiração nos que estão fora! Somente assim o cristianismo será crível. Fora disso, existem somente truques ilusórios, que não encherão nem as igrejas nem os corações. É tempo de acordar, é tempo de ter juízo, é tempo de voltar ao essencial, é tempo de ser fiel novamente, sendo cristão de corpo inteiro e católico sem meias palavras! Artigos Relacionados: |
| Última atualização em Qua, 10 de Fevereiro de 2010 07:57 |
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