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| Escatologia - Sobre o fim do mundo! - IV |
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| Qua, 06 de Maio de 2009 11:11 |
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Pe. Henrique Soares da Costa A Vida Eterna: comunhão com Jesus ressuscitado - I A Vida Eterna no Antigo Testamento Antes dos quatro tópicos sobre a reencarnação, tínhamos conversado sobre a ressurreição dos mortos. Agora vamos tratar do destino que Deus sonhou para nós: a comunhão com ele através do seu Filho Jesus; comunhão que nós chamamos de Vida Eterna ou céu. Mas, afinal de contas, o que é esse céu, para onde todos mundo quer ir um dia? É um lugar? Onde fica? Vejamos: já dissemos que a plenitude da vida de cada um de nós e de toda a humanidade é a comunhão com Jesus ressuscitado: ser como ele, está com ele é a nossa Vida para sempre. Na nossa ressurreição, o Senhor Jesus vai encher-nos totalmente do seu Espírito de Glória e, então, seremos como o Filho bendito de Deus, totalmente glorificados e, nele e por ele, estaremos no coração do Pai. É isso que nós chamamos de céu! O céu não é um lugar; é uma relação de amor eterno: cheios do Espírito, estaremos imersos em Cristo e, por ele e nele veremos o Pai! Mais uma coisinha: quando falamos em vida “Eterna” não estamos querendo dizer somente que esta vida não terá fim. “Eterna” aqui quer dizer “Vida do Eterno”, “Vida do Deus Eterno”, “Vida divina”. Por exemplo: que significa “vida humana”? Vida do homem, não é? Pos bem, “Vida Eterna” significa “Vida do Deus Eterno”... uma vida que não deste mundo, nem tem as limitações deste mundo! Mas, vamos com calma. Vejamos como a Sagrada Escritura trata do assunto. Vamos ver primeiro a Vida Eterna no Antigo Testamamento. Aí nós descobrimos que Deus é um Deus que promete, promete sempre. Sua promessa é de bênção e glória para o seu povo. Uma bênção e uma glória tão grandes, que não são somente deste mundo nem de coisas deste mundo. Aos poucos, Israel percebe que sua bênção e sua glória é o próprio Deus! Lembre-se que eu já expliquei que para o Antigo Testamento “vida” não é uma idéia primeiramente biológica, mas teológica: a vida em sentido estrito é a existência plena das bênçãos do Senhor, numa relação de amizade íntima e constante com ele. Somente o Senhor pode realizar as aspirações mais profundas do crente, ele, Deus fiel, cujo amor é mais forte que a morte. Vejamos alguns exemplos: · Moisés vai se tornando tão amigos de Deus, vai se apaixonando de tal modo por ele, que um dia pede: “Mostra-me a tua glória!”, quer dizer: deixa-me te ver, ser teu amigo íntimo! Para ele, o maior presente que Deus poderia lhe dar não era coisas, mas a sua própria amizade! “Moisés disse: “Mostra-me a tua glória!” E o Senhor acrescentou: ‘Não poderás ver minha face, porque ninguém me pode ver e permanecer vivo’” (Dt 33,18.20). · A mesma idéia aparece nestes versículos dos salmos: estar com Deus é a maior alegria, é a plenitude, é a Vida do ser humano; tendo a Deus, que mais importa? “Tu me ensinarás o caminho da vida; em tua presença há plenitude de alegria, à tua direita delícias eternas” (Sl 16,11); “Mas eu sempre estou contigo, tu me seguras pela mão direita, tu me guias segundo teus desígnios, e no fim me arrebatarás para a glória. Se tu, a quem eu tenho no céu, estás comigo, nada mais desejo na terra. Embora a carne e o coração se extingam Deus é a rocha do meu coração, minha herança para sempre” (Sl 73,23-26). · O Livro da Sabedoria diz claramente que a recompensa do justo não são coisas ou prazeres, mas o próprio Deus: ele é nossa herança, nossa Vida para sempre: “Os justos, ao contrário, vivem eternamente; sua recompensa está no Senhor, e o Altíssimo vela por eles” (Sb 5,15). “Quanto às almas dos justos, estão nas mãos de Deus e nenhum tormento as atingirá. Os que nele confiaram compreenderão a verdade, e os que perseveraram no amor ficarão junto dele, pois a graça e a misericórdia são para seus eleitos” (Sb 3,1.9). Esta amizade com Deus nos preenche de tal modo, que vale a pena perder a própria vida neste mundo para tê-la. É isso que ensina aquela mãe dos sete filhos, no Segundo Livro dos Macabeus. Ela sonha tanto com esta amizade eterna com o Senhor, que aconselha os seus filhos a entregarem a própria vida. E o filho mais novo, no momento de morrer nas mãos do perverso Rei Antíoco, diz: “Estando prestes a dar o último suspiro, disse: ‘Tu, execrável como és, nos tiras desta vida presente. Mas o Rei do universo nos ressuscitará para um vida eterna, pois morremos por fidelidade às suas leis’. Quase a expirar, disse: ‘É desejável passar para a outra vida às mãos dos homens, conservando em Deus a esperança de ser um dia ressuscitado por ele. Para ti, porém, não haverá ressurreição para a vida!’” (2Mc 7,9-14). Por estes textos a gente pode perceber bem que, no Antigo Testamento, o que vale é a comunhão com Deus. Nem sempre foi assim. Se você olhar nos primeiros livros da Bíblia, vai ver que, no início, as pessoas pensavam que a recompensa de ser bom era uma vida longa, riquezas e filhos... Ainda hoje há algumas seitas “cristãs” que vivem pregando isso: “Pague o dízimo e você vai ter tudo: saúde, dinheiro, casa, os problemas resolvidos...” Coitados! Ainda estão no começo do antigo Testamento. Sim, porque, aos poucos, o povo de Israel foi percebendo que sua grande riqueza não era nem a Terra Santa, nem os exércitos, nem suas casas e cidades... A única riqueza verdadeira era a comunhão com Deus, seu carinho e amizade neste mundo e no outro. Uma última coisa: note que o Antigo Testamento não descreve o céu. O importante é o que é este céu: a amizade eterna com Deus... descansar na alegria do seu coração! O resto é resto! No próximo tópico veremos o que o Novo Testamento afirma sobre o céu. A Vida Eterna: comunhão com Jesus ressuscitado - IIA Vida Eterna no Novo Testamento Vimos, no tópico passado, o que é o céu segundo o Antigo Testamento; agora, veremos o que o Novo Testamento afirma sobre o céu ou a Vida eterna. Jesus referiu-se freqüentemente ao céu, chamando-o de reino, reino de Deus, reino dos céus, paraíso, glória, céu, visão de Deus. Estas imagens exprimem a bem-aventurança, a felicidade e, para isto, recordam as experiências de plenitude que o povo da Bíblia conhecia bem, dando a idéia de gozo supremo de uma vida plenamente realizada. Vejamos as principais imagens e noções que no Novo Testamento merecem destaque. Todas elas, juntas, dão-nos uma bela idéia do que o Novo Testamento quer ensinar sobre o céu. 1. Banquete messiânico e convite para as bodas (cf. Mt 22,1-10; 25,1-10; Lc 12,35-38; 13,28s; 14,16-24) - Estas imagens já estão presentes no Antigo Testamento (cf. Is 25,6). As bodas e o banquete recordam os instintos prioritários do homem, como a conservação da espécie (núpcias) e a auto-preservação (banquete). Sexualidade e nutrição estão ligadas à vida. O céu é vida, é gozo! Outra coisa importante é o caráter comunitário destas imagens: aí a alegria nào é de um só.. é compartilhada! Tanto nas núpcias quanto no banquete ninguém está sozinho: a alegria, a vida são comum a todos os participantes. O mesmo sentido comunitário encontra-se nas imagens de cidade celeste, nova Jerusalém (cf. Ap 21,9ss). Na Bíblia o céu nunca é coisa somente para um indivíduo! 2. Reino de Deus - esta expressão mostra a Vida eterna como presença triunfante de Deus que enche com sua majestade toda a humanidade e toda a criação. Com esta imagem aparece claro que o final e a finalidade da história são primeiramente a manifestação da glória de Deus: esta glória encherá toda a criação e todos juntos seremos glorificados, plenificados! Mais uma vez: a Bíblia não pensa na glória do céu como uma coisa simplesmente individual: é a criação toda, a história toda, a humanidade toda que participarão da glória de Deus! Por isso mesmo a Igreja, que é a comunidade dos que foram salvos, é a melhor imagem do reino; imagem e início. Seria um grande erro, uma traição à Bíblia, pensar o céu como uma coisa entre Deus e o indivíduo sozinho! 3. Paraíso - esta imagem vem de Gênesis 2, do paraíso original, mas quer se referir ao futuro, àquilo que Deus nos prepara como nossa plenitude definitiva. Assim, o paraíso torna-se não somente uma recordação do Gênesis, mas uma esperança de realização plena no futuro, quando o desígnio inicial de Deus consumar-se-á ao fim. 4. Visão de Deus - visão, aqui, tem um sentido muito profundo, próprio do mundo bíblico. Ver a Deus é participar na sua vida, viver na sua presença. A idéia de visão de Deus vem da idéia oriental de ver o rei. Para um oriental somente os cortesãos gozavam da intimidade real: os que se sentavam à mesa do rei eram destinguidos pela familiaridade com ele: viam o rei! Ver o rei é participar do seu banquete, da sua mesa, da sua vida e da sua amizade! Aí há não só a idéia de comunhão, mas também a de participação de muitos nesta comunhão. Que idéia belíssima: comunhão com o rei e com os outros convidados! A visão de Deus deve ser entendida também como mútua compenetração daquele que conhece e daquele que é conhecido: estaremos em plena comunhão com Deus; vamos estar com ele sem nenhum intermediário! Trata-se de uma imediatez somente possível no encontro direto de pessoa a pessoa: ao conhecimento parcial, sucederá o conhecimento tal e qual Deus conhece (cf. 1Jo 3,2). 5. Vida eterna - esta designação é usada nos evangelhos sinóticos como fase final do Reino: o Reino é a Vida eterna. Aí encontram-se frases como: “é melhor entrar no Reino” ou “é melhor entrar na Vida...” (cf. Mc 9,43-48). É Evangelho de João, no entanto, quem mais aprofunda esta idéia. Para ele a Vida eterna é já possuída agora pela fé: quem crê no Cristo tem a Vida eterna, ou, simplesmente a Vida (cf. Jo 3,36; 5,24; 6,47.53s; 1Jo 3,14; 5,11.13). Cristo é a fonte desta Vida que estava nele desde toda a eternidade (cf. Jo 1,4; 1Jo 1,1); ele possui a vida (cf. Jo 6,57; 14,19) e, ainda mais: é a Vida (cf. Jo 11,25; 14,6; 1Jo 5,20). Este dom da Vida é eterno, definitivo, pois trata-se de ser revestido da própria Glória de Cristo (cf. Jo 14,3; 17,24). Esta Vida é possuída como dom do Pai através do Filho (cf. 1Jo 5,11), fazendo o crente viver na comunhão com o Pai e o Filho... de tal modo que a Vida eterna é a plenitude do amor (cf. Jo 17,26). 6. Estar com Cristo - esta é, sem dúvida, a expressão que melhor exprime a esperança cristã: ver-conhecer a Deus é ver o Cristo ressuscitado tal qual é (cf. 1Jo 3,2), é morar junto do Senhor Jesus glorificado (cf. 2Cor 5,8). Ter a Vida já aqui na terra é crer em Cristo, escutar sua palavra, comer sua carne e beber seu sangue. Isto será pleno no céu! A participação do ser de Deus é, portanto, participação no ser de Cristo ou “estar com Cristo”. Nos evangelhos sinóticos encontram-se muitas referências a este estar com o Senhor: a parábola do convite às bodas (cf. Mt 22,1-14), as dez virgens (cf. Mt 25,1-13), a promessa do Senhor de beber o fruto da vide com os discípulos no Reino do Pai (cf. Mt 26,29), o convite a entrar na alegria do Senhor (cf. Mt 25,21.23). Particularmente interessante é a palavra de Jesus ao ladrão: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,42s). Aqui o importante é o “comigo”: o que importa é o estar com Cristo, na sua companhia, associado intimamente a ele, compartilhando a sua vida, na comunhão com o destino glorioso do Senhor. Assim, a mais importante da salvação é “estar com Cristo”. Por isso mesmo Paulo usa com freqüência a fórmula “com (em) Cristo”: “Assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4,17); “Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos do corpo para morar junto do Senhor” (2Cor 5,8); “Estou como que na alternativa. Pois de um lado desejo partir para estar com Cristo, o que é muito melhor” (Fl 1,23). Nos escritos de São João aparece esta mesma idéia: “Pai, quero que os que me deste estejam também comigo onde eu estiver, para que vejam esta minha glória que me deste, porque me amaste antes da criação do mundo” (Jo 17,24); “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos juntos” (Ap 3,20); “Quando tiver ido e tiver preparado um lugar para vós, voltarei novamente e vos levarei comigo para que, onde eu estiver, estejais também vós” (Jo 14,3). Conclusão: o que se denomina Reino de Deus, paraíso, visão de Deus, Vida eterna, resume-se em estar com Cristo numa existência definitiva e numa comunhão plena. Onde está o Cristo está o Reino. A promessa feita no Antigo Testamento aos patriarcas (uma terra, um país, bens materiais) agora virou uma pessoa: Jesus Cristo, ele é a nossa promessa! Toda a plenitude dos bens messiânicos condensa-se na figura do Filho e na comunhão gloriosa com ele! Nosso céu é estar com Cristo! A Vida Eterna: comunhão com Jesus ressuscitado - IIIJá meditamos sobre a Vida Eterna nas Sagradas Escrituras. Vimos que o céu é, fundamentalmente, participar da Vida plena que o próprio Pai do Céu nos dá pelo seu Filho ressuscitado. O Cristo vivo e vivificante nos plenificará com a glória do seu Espírito, Espírito que ele nos deu no Batismo. No presente tópico, vamos aprofundar nossa meditação. Os primeiros grandes escritores cristãos insistiam em falar do Céu como visão de Deus. Para eles, a Vida eterna consiste, em ver a Deus; e esta visão dá ao homem a vida do próprio Deus, aquela Vida plena, total e feliz. É esta visão de Deus, comunhão com ele, que dará ao homem a imortalidade. Vejamos bem: o homem não é primeiramente imortal e depois vê a Deus; é o contrário: seremos imortais precisamente porque veremos a Deus! É esta visão de Deus que é fonte de imortalidade, de vida plena! Assim dizia Sto. Irineu, no século II: “Todos aqueles que vêem a Luz estão na Luz. Quem vê a Deus percebe a sua Glória: o que dá a Vida é a Glória de Deus. Deus dá a Vida a quem o contempla e o vê”. Outra idéia que aparece entre os primeiros escritores cristãos é a do louvor e do gáudio, da alegria. Sto. Agostinho dizia, no século V: “A exultação da nossa Vida eterna será o louvor de Deus, para o qual ninguém estará preparado se não se exercitar desde agora”; “Lá veremos a Deus e louvaremos! Nem toda a alegria entrará em nós, mas nós entraremos totalmente na alegria!” O céu, portanto, será louvor e alegria, plenitude completa: estaremos completamente imersos na alegria! Por isso, Sto. Hilário, no século V, afirmava: “Não haverá nada o que desejar porque não faltará nada!” S. Tomás de Aquino, o grande teólogo medieval, explicava que o homem, com suas forças, não poderia chegar a Deus, jamais poderia contemplá-lo. O homem não pode nem merece ver a Deus... somente pela graça de Cristo é que chega ao Pai. E ver a Deus é a realização plena do homem, é ser ele mesmo, é ser feliz! Lembrem-se que “ver a Deus” significa estar na comunhão com ele, como quem vê a luz está dentro da luz, cercado, envolvido pela luz! Mas, como poderemos ver a Deus, o Pai? Veremos a Deus porque estamos enxertados em Cristo ressuscitado, estamos unidos, inseridos no seu Corpo ressuscitado por obra do Espírito Santo. Não dá nem para imaginar como será isso, mas que será, será! Então, pelo Cristo, plenos do Espírito, veremos a Deus Pai! Vejamos o que dizem alguns dos antigos escritores cristãos: “Deus será visto no reino dos céus... e o Filho conduzirá ao Pai” (Sto. Irineu); “Na pátria celeste estão todos os justos e santos, que desfrutam do Verbo de Deus” (Sto. Agostinho). Que beleza a afirmação de Agostinho! Nossa felicidade é desfrutar do Verbo, do Filho de Deus: estar com ele é o paraíso, como ele disse ao ladrão. Também S. João Damasceno explicava que o resplendor da glória é estar com Cristo: “Os que fizeram o bem, resplandecerão como o sol... com Nosso Senhor Jesus Cristo”. Finalmente, S. Cipriano, o santo Bispo de Cartago, no século III, afirmava: “Quem não deseja ser transformado e transfigurado o quanto antes à imagem de Cristo? Cristo, o Senhor... roga por nós para que estejamos com ele e com ele possamos nos alegrar na morada eterna e no reino celeste. Quem quiser chegar ao trono de Cristo... tem que manifestar alegria somente na promessa do Senhor”. Vale a pena, ainda, refletir sobre um importante documento da Igreja a respeito da Vida Eterna. Trata-se da Constituição Benedictus Deus, do Papa Bento XII, do século XIV. Aí a Igreja ensina, pela boca do Sucessor de Pedro, que veremos a Deus e isto é o céu. Mais ainda: esta visão, esta comunhão com Deus vai nos dar um gozo sem limites, um gozo que é descanso eterno para o nosso coração... para sempre. O Papa insiste ainda, baseado nas Escrituras e na fé constante da Igreja, que esta Vida eterna começa logo após a morte, uma vez purificados os nossos pecados: estaremos para sempre com Cristo. No Último Dia, quando Cristo se manifestar, nossos corpos também ressuscitarão! Uma última questão: se o céu é estar com Cristo, então ele não é um lugar?! Já disse mil vezes que não podemos simplesmente descrever o além. No entanto, uma coisa é certa. Como já vimos, tudo quanto existe foi criado por Deus, um Deus que não destruirá a sua criação, mas vai levá-la à plenitude. Já falamos, quando tratamos da Vinda de Cristo, sobre o novo céu e nova terra! Ora, toda a criação - e também nossos corpos - será o “lugar” feliz, bem-aventurado, jubiloso no qual viveremos a comunhão com Deus. Assim, se o Céu é uma relação com Deus em Cristo, esta relação, no entanto, não é algo individualista: envolve os outros e toda a criação, renovada e plenificada. Em outras palavras o nosso céu, a nossa comunhão com Deu, terá “algo” de lugar também. Só não é “lugar” no sentido que conhecemos aqui. E como será, então? Não sabemos! Assim, terminamos nossa meditação sobre a Vida Eterna. No próximo tópico meditaremos sobre uma possibilidade terrível: ficar fora desta festa, desta Vida com Deus... aquilo que chamamos de inferno. Artigos Relacionados: |
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