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Editoriais do Semeador
Dom, 10 de Maio de 2009 21:16

              Estreou uma nova novela da Globo, no horário “nobre”. A dita cuja chama-se “Páginas da Vida”. É o de sempre, a que, triste e culposamente, já estamos habituados na televisão brasileira: imoralidade, violência, infidelidade, vulgaridade, destruição da família, diluição dos valores que nortearam um dia nossa cultura brasileira e nos deram uma identidade de povo. 

            Isso acontece por culpa nossa. Pela omissão de nossos seguidos governos e de nossa sociedade em exigir limites de decência e retidão ética por parte dos meios de comunicação; pela nossa conivência ao assistir tais obras decadentes, de moral profundamente anti-humana e anti-cristã. Assim, a televisão vai, mais e mais, operando sua obra de dissolução dos valores cristãos da sociedade brasileira, não percebendo ou fingindo não perceber que destruir valores é destruir uma cultura e destruir uma cultura é destruir um povo e sua história. 

            Certamente, dirão que uma opinião assim é obscurantista, é uma forma de censura contra a liberdade de expressão artística que, no dizer do medíocre Ministro Gilberto Gil, deve ser absoluta. Dirão ainda que as novelinhas da Globo nada mais fazem que retratar a realidade. É mentira. Uma sociedade livre e democrática tem o direito e o dever de controlar, por meios lícitos e cidadãos, o nível qualitativo da programação de seus canais de rádio e televisão. Sobretudo na situação brasileira, em que as telenovelas têm tão forte influxo cultural. O Brasil é o país do mundo que mais vê novela! 

            Além do mais, não é verdade que as novelas retratam a realidade. Elas ajudam a criá-la, estabelecendo padrões de comportamento e inspirando o modo de ver e avaliar a vida e suas situações. As telenovelas, de modo particular, e a programação dos canais de televisão, de modo geral, têm grande parcela de culpa pela dissolução das famílias, pela banalização do sexo, pelas gravidezes fora do matrimônio, sobretudo de adolescentes, pelo consumo de drogas e pela violência urbana – que pode chegar aos extremos a que assistimos em São Paulo. Aliás, é impressionante o cinismo hipócrita da televisão: cria as condições da violência, do vazio e do desespero e, depois, parece indignada por essa mesma violência que ela ajudou a criar! 

            Não é a primeira vez que este espaço editorial adverte para toda esta questão. Talvez o leitor pense: Que posso fazer? Não posso mudar nada! - Comece, você mesmo, por banir tal programação da sua casa; evite que seus filhos vejam programas de televisão que sejam danosos à sua formação humana e cristã. Converse com eles, analise, discuta! 

            É por destruir nossos valores mais sagrados, é por expulsar Cristo dos diversos âmbitos de nossa sociedade: de nossa escolas, de nossas famílias, de nossas instituições e de nosso lazer, que as páginas verdadeiras de nossa vida vão se tornando a violência urbana, o desencanto, a vitória dos deputados sanguessugas, o triunfo da corrupção do governo federal, a libertinagem sexual no Brasil, a orgia política em Brasília e a malandragem em todo lugar... Não há futuro para um povo que não tenha valores, que não tenha paradigmas e critérios morais. Que esperar de um povo que tem como heróis os ronaldinhos e kakás? Que esperar de uma nação que tem como grande evento patriótico uma Copa do Mundo? Que futuro poderá abrir-se para uma nação que se detém nas novelas, fazendo dela o condutor de sua educação e o orientador de sua formação de opinião? 

            É preciso fazer algo; é preciso mudar esta situação; é preciso escrever na nossa história verdadeiras páginas de vida. E não há vida sem Aquele que é a Vida e concede vida em abundância.

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