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| Liberdade para profanar a fé dos outros? |
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| Editoriais do Semeador |
| Sex, 15 de Maio de 2009 18:39 |
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Uma exposição de “arte” no Espaço Cultural do Banco do Brasil, apresentava dois terços da Virgem Maria, dispostos em forma de dois órgãos sexuais masculinos. Vários católicos protestaram e o pessoal do Banco do Brasil retirou aquilo que nem sequer deveriam ter deixado que se colocasse. Agora, vários artistas doloridos pelo que eles consideram uma falta de respeito à liberdade de expressão artística, estão protestando; chegaram a fazer uma passeata trazendo camisas com a infame “arte” estampada. Contam com o apoio irrestrito do ministro da cultura, Gilberto Gil. Esse iluminado senhor afirmou que a liberdade artística é absoluta e sem limites! Será mesmo? A liberdade de expressão é também liberdade de desrespeitar a religião e a sensibilidade religiosa de milhões de pessoas? A autora de tal “obra de arte” e o grande ministro da cultura aceitariam que alguém fizesse uma montagem pornográfica com suas mães em nome da liberdade de expressão? Na verdade, o correto mesmo seria os católicos do Rio terem entrado na justiça exigindo que se retirasse a obra de “arte” e pedido indenização por danos morais. É interessante: tudo tem que ser respeitado, tudo tem que estar nos limites do politicamente correto. Não se pode falar contra os muçulmanos, não se pode falar contra os judeus, não se pode falar contra os homossexuais, não se pode falar contra uma ciência sem deus, não se pode falar contra a permissividade... Só não é para respeitar o cristianismo e a Igreja. Quanto a esses, peia neles! Os artistas do Rio foram às ruas gritando por “Educação sem censura”. Que interessante! Chamam de “educação” uma coisa indigna dessas! É triste a confusão de conceitos e valores que hoje constatamos! Que fique claro: uma coisa baixa e vulgar dessas não é arte; não há direito de expressão para o desrespeito da fé dos outros. Há, sim, no Código Penal, o crime de vilipêndio para quem desrespeita objetos ligados à religião dos outros. Uma coisa aparece clara numa situação como esta: a sociedade está perdendo rapidamente sua matriz cristã. Seria muito bom que a Igreja tomasse consciência disso aqui no Brasil. Ainda não tomou. Continuamos a falar à sociedade como se esta fosse cristã católica, quando, na verdade, trata-se de uma sociedade pluralista, fragmentária e, progressivamente, secularizada. Mais que nunca, a prioridade da Igreja deve ser anunciar Jesus como se fosse a primeira vez. Por outro lado, é necessário que saiamos de uma passividade letárgica e saibamos reagir com coragem aos ataques e agressões como esta, verificada no Rio. Elas serão cada vez mais fortes e freqüentes. É isso que os católicos esperam dos pastores da Igreja. É isso que o Povo de Deus tem o direito de esperar. Artigos Relacionados: |
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