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A prática do abortamento: legalização de um crime contra a humanidade PDF Imprimir E-mail
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Sex, 15 de Maio de 2009 18:44

            Mais uma vez vão tentar legalizar o aborto no Brasil. O Governo Lula já facilitou muito sua prática nos hospitais públicos. É um belo modo de agradecer aos católicos que votaram nesse Presidente e no PT, tão “éticos”... 

            No tocante a um tema tão urgente como esse, eis algumas afirmações a serem ponderadas por todos nós, cristãos e por todas as pessoas de boa vontade: 

(1) O abortamento é assassinato, que revela desprezo pela vida humana. Que alguém de bom senso e um pouquinho só de sensibilidade diga: quando é que uma vida se torna humana? Alguém tem o metro, a medida, o cronômetro? Ou uma vida é humana desde sua origem e merece ser respeitada e tutelada ou a questão de quem é ou não é humano ficará ao critério da nossa arbitrariedade. “Senhor, tu formaste meus rins, tu me teceste no seio materno. Teus olhos viam o meu embrião” (Sl 139/138) 

(2) Abortar ou não, não diz respeito à liberdade da mulher. O embrião não é um órgão da mãe. É uma outra vida humana, com carga genética própria, um ser que inicia sua vida e sua história. O fato de depender da mãe para sobreviver não significa que não seja uma vida genuinamente pessoal. Quando uma criança deixa de depender de sua mãe? O embrião está na mulher, mas não é parte da mulher. 

(3) Só um feminismo transviado e depravado pode defender o aborto. Um feminismo sadio, de mulheres realmente femininas, é consciente que gerar e proteger a vida é uma das características mais belas e dignas do ser mulher e da própria humanidade. O abortamento embrutece e denigre o feminino. Nem as fêmeas irracionais o praticam! 

(4) Não vale apelar para a liberdade para defender o direito de abortamento. A verdadeira liberdade consiste não simplesmente em fazer o que quer, mas em querer sempre o bem. Quem pratica ou defende o abortamento é escravo da própria cegueira e do embrutecimento da consciência. 

(5) Não vale também simplesmente apelar para a consciência, pois esta deve ser educada. Quem escuta o seu próprio coração e aquela voz que fala no mais profundo de todo ser humano, jamais defende o assassinato de uma vida indefesa. É da natureza humana querer o bem e a vida. Uma consciência educada e cultivada jamais justificará o abortamento. Ora, diante de Deus e de si mesmo, toda pessoa tem o dever de tornar sua consciência vigilante e sensível aos verdadeiros valores. Quem defende a possibilidade do abortamento certamente embruteceu a consciência. É como um matador profissional ou um ladrão contumaz: eles não têm drama de consciência; já a sufocaram! 

(6) Na verdade, a defesa do aborto é a negação de Deus. Nossa sociedade atéia e superficial considera que o homem é a medida de todas as coisas: não há Deus, não há Verdade, não há uma Norma eterna que seja critério último do bem e do mal, do certo e do errado. Cada um é a Lei e a Norma de si mesmo. Triste sintoma de uma civilização que vai perdendo seus valores e sua razão de ser. É a primeira e radical tentação do homem: ser como Deus, senhor do bem e do mal. 

(7) A Igreja e outras instituições decentes não podem se calar. Trata-se aqui da defesa de vidas que nem sequer podem ainda falar ou chorar para defender-se. O abortamento desmoraliza toda uma sociedade e nos faz a todos cúmplices. Eis que beleza: somos capazes de gastar dinheiro com a preservação do peixe-boi e do mico leão dourado; mas permitimos placidamente o assassinato de seres humanos. 

(8) Eis a doutrina da Igreja: A vida humana deve ser respeitada “porque é sagrada. Desde o seu início ela comporta a ação criadora de Deus e permanece para sempre numa relação especial com o criador, seu único fim. A ninguém é lícito destruir diretamente um ser humano inocente, sendo isso gravemente contrário à dignidade da pessoa e à santidade do Criador: ‘Não mates o inocente nem o justo’ (Ex 33,7)” (Compêndio do Catecismo da Igreja católica, 466). 

(9) Os católicos têm a obrigação moral de saber quais políticos defendem a prática abortiva e negar-lhe o voto de modo absoluto. Votar num deputado que aprovou o aborto ou num presidente que sancionou a lei assassina é ser cúmplice do crime.

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