Informações
| O Padre Antônio Maria e o preço do Evangelho |
|
|
|
| Editoriais do Semeador |
| Sex, 15 de Maio de 2009 18:55 |
|
Estamos constatando um sentimento de mal-estar por parte de muitíssimos católicos pelo fato de o Pe. Antônio Maria ter presenciado e, ao que parece, dado uma bênção, à união do jogador Ronaldinho e sua consorte Daniella Ciscarelli. Os meios de comunicação mostraram o referido Padre paramentado liturgicamente com o casal consorte. Ante as críticas surgidas de várias partes, o Pe. Antônio Maria tem procurado os meios de comunicação para se explicar. Ainda agora, neste último 28 de fevereiro, apareceu no programa da Hebe Camargo, do SBT, justificando-se. Entre outras coisas, afirmou ter recebido a permissão dos superiores para fazer o que fez e que, “se pode abençoar até mesmo um cachorro, por que não abençoar um ser humano?” Sem julgar as intenções e a consciência do Padre, é oportuno que este espaço editorial apresente alguns pontos para orientação dos nossos queridos fiéis em Cristo. (1) Que fique bem claro, sem nenhuma dúvida, que o Pe. Antônio Maria, está absolutamente errado ao fazer o que fez. Ele desobedeceu às normas da Igreja e às claras orientações do Santo Padre na sua Carta Pastoral Familiaris Consortio. Nenhum padre – nem o Padre Antônio Maria nem algum padre de nossa Arquidiocese! - tem autorização para dar uma bênção a uma segunda união conjugal que não seja o sacramento do Matrimônio. Nenhum ministro de Deus pode abençoar uma situação que objetivamente contraria a norma de Cristo e do Evangelho e as leis da Igreja. Peca gravemente o padre que concede a bênção (que nesse caso não tem valor nenhum) e quem a pede, sabendo que é contrária à disciplina da Igreja! (2) Também não vale o argumento que tinha licença dos superiores. Nenhum superior, seja provincial, seja Bispo diocesano, pode dar uma licença contrária aos preceitos do Evangelho, às normas da Igreja e às orientações do Papa. Se alguém deu essa licença, é conivente com o erro do Padre. (3) Também é falso o argumento que, se “se pode abençoar até um cachorro, por que não abençoar um ser humano?” Qualquer pessoa que peça a bênção de um ministro de Deus, pode e deve ser abençoada. Mas, atenção: aqui, a bênção não foi para uma pessoa, mas para uma união ilegítima e irregular diante de Deus. Para uma união contraída sem a necessária consciência cristã e até mesmo alheia, para não dizer contrária, ao Evangelho. Tanto o povo de Deus percebeu isso, que se escandalizou, com todo o direito. (4) O Padre Antônio Maria errou também ao procurar o programa da Hebe Camargo para, de modo mais emocional que racional, fazer sua defesa. A Hebe Camargo é conhecida por se vangloriar de ter praticado abordo, por defender o aborto e dele fazer propaganda. Também, não faz muito tempo, promoveu um desfile de roupas de banho tendo, na parte que cobre a genitália, desenhos de Cristo, da Virgem Maria e da Santa Ceia. Uma pessoa como essa não tem nenhuma condição de avaliar e justificar o comportamento de um padre e muito menos compreender as exigências do Evangelho! (5) Não é de hoje que o Pe. Antônio Maria tem passado dos limites, indo com a imagem da Virgem a programas como os do Ratinho e circundando de modo um tanto subserviente e conivente pessoas sem nenhum compromisso cristão como o Gugu Liberato e outros. A revista Caras, vez por outra freqüentada pelo Padre, certamente não é o lugar mais adequado para um ministro do Evangelho. Os padres que freqüentam a mídia têm o dever de zelar para não banalizar o Evangelho, a Igreja e o ministério sacerdotal. No passado, errou também o Pe. Marcelo Rossi ao fazer parceria com a Xuxa, corruptora dos “baixinhos”. Resta-nos a esperança que o acontecido sirva de ocasião para uma revisão de consciência do conhecido sacerdote e que ele possa retomar seu ministério sacerdotal com menos sede de estrelato e de agradar aos famosos do mundo e mais compromisso com a radicalidade amorosa de Jesus, que não nos adula, mas nos convida a todos, sem exceção à conversão. Resta também ao povo de Deus o dever de rezar pelos seus padres para que sejam fiéis ao Evangelho, nestes tempos de tanta ambigüidade e tentação de relativismo. Quanto aos casais de segunda união, que sofrendo, procuram ser fiéis a Cristo e à Igreja o quanto possível, e dela não pedem nem procuram arrancar à força aquilo que ela não pode dar, podem sempre contar com o carinho materno da Igreja, sua oração e seu acolhimento em tudo aquilo que estiver dentro dos limites do Evangelho! Artigos Relacionados: |
Fornecido por Joomla!. Designed by: Joomla 1.5 Template, database terminology. Valid XHTML and CSS.


