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| Eles comem feijão, Eles cantam e dançam... |
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| Editoriais do Semeador |
| Sex, 15 de Maio de 2009 23:42 |
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No primeiro domingo de novembro a Igreja celebrou todos os santos, todos aqueles que já estão na Glória, na plenitude do Cristo Jesus. Os santos já estão todos revestidos de Cristo, totalmente configurados ao Senhor ressuscitado. Naquela sua dimensão espiritual a que chamamos de alma, eles já estão com Cristo; em seus corpos, eles esperam ainda a plenitude da ressurreição. Santos, conhecidos e desconhecidos... Conhecidos, como Pedro e Paulo, como Bento, Francisco e Clara, Domingos de Gusmão, Teresa d’Ávila, João da Cruz, Catarina de Sena, Teresa de Lisieux, Domingos Sávio... ou desconhecidos, como tantos e tantos que nós conhecemos e com os quais convivemos... Santos de todas as classes: nobres, como Brígida, Henrique da Baviera, Estevão da Hungria, Luís de França... pobres, como Camilo de Lélis, Benedito, o Negro, Catarina de Sena... Santos de todas as idades: menino como Tarcísio, idoso como Policarpo de Esmirna, jovem como Luzia de Siracusa e Luís de Gonzaga... Santos de todos os temperamentos: manso como Francisco de Sales, irascível como Jerônimo, fogoso, como Agostinho de Hipona, sóbrio como Tomás de Aquino... Santos de todos os países, de todos os continentes... Santos conservadores e santos progressistas, santos sisudos como João Crisóstomo ou gaiatos como Filipe Néri... mas todos eles santos... O que tiveram em comum? O que os fez santos? Nosso povo tem mania de ver o santo como alguém diferente, excêntrico, e a santidade, como algo que nos desliga do mundo. Nada mais equivocado! Os santos foram gente como a gente, gente de carne e osso, gente que lutou, que chorou, que caiu, que levantou-se... O que os fez santos foi o “sim” à graça, foi a coragem de levantar-se, foi a força de recomeçar sempre, foi a confiança incondicional na misericórdia do Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. No Apocalipse, diz-se que eles “são os que vieram da grande tribulação”... A tribulação da vida, de cada dia, a tribulação de nossas incoerências, de nossos medos, de nossas infidelidades, de nossas lutas... Os santos, eles venceram, eles não se deixaram abater! Por amor de Cristo suportaram, por amor de Cristo lutaram, por amor de Cristo perseveraram e agora trazem nas mãos a palma da vitória! Santos, certamente os temos também hoje... Vestidos como gente de hoje, com idéias de hoje e costumes de hoje: santos na praia, santos namorando, santos no trabalho, santos na política, santos no ministério sacerdotal e na vida religiosa, santos dançando e rezando... Santos não porque têm jeitinho de santo – santinhos do pau oco, sem utilidade nem consistência! -, não porque se excluem do mundo... Santos porque, no mundo, vivem e testemunham Jesus! Santos porque revelam que o Evangelho é para hoje, novinho em folha, pronto para ser vivido no século XXI, por pessoas do séculos XX! Santos... esteja atento: eles podem estar pertinho de você... e você pode ser um deles... como Francisco em Assis, como Catarina em Sena, como Anchieta no Brasil, como Madre Teresa na Índia, como Frei Damião no Nordeste Todos os santos e santas de Deus, rogai por nós! Artigos Relacionados: |
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