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| Ainda as seitas: como portar-se? |
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| Editoriais do Semeador |
| Sex, 15 de Maio de 2009 23:51 |
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Não é a primeira vez que um editorial dO Semeador dedica-se às seitas. Como a Igreja deve colocar-se frente a elas? A resposta não é fácil, mas há alguns aspectos que são de grande relevância. Ei-los: (1) A Igreja precisa utilizar com mais competência os meios de comunicação. Graças a Deus estamos saindo do marasmo no qual estávamos nessa área. Mas não basta comunicar é necessário comunicar bem, com técnica, com competência e com uma mensagem convincente. Infelizmente ainda estamos longe de tal competência! (2) Nossa pregação precisa ser menos moralizante e mais kerigmática, isto é, menos para ficar dizendo o que devemos fazer e mais preocupada em anunciar Jesus morto e ressuscitado como Senhor e Salvador do mundo, que pode dar um novo sentido à nossa vida. Infelizmente ainda é altíssimo o número de bispos e padres que pensam e agem como se a sociedade fosse toda católica e católica convicta e portadora de uma fé profunda! Nada disso! É necessário re-anunciar Jesus, como se fosse a primeira vez; é necessário apresentar com encanto e paixão sua pessoa e seu caminho, de modo que interpele profundamente a vida das pessoas. O que diríamos se fôssemos pregar para os pagãos? Mais ou menos isso é o que é necessário anunciar nas nossas homilias. Nossa linguagem precisa ser mais concreta, mais terra-terra, mais existencial e vivaz, como a linguagem de Jesus que encantava pela simplicidade, sintonia com a experiência das pessoas, senso de realismo e profundidade. Basta pensar na força parábolas, na beleza das alegorias, na veemência das exortações, na poesia das bem-aventuranças... Nossas pregações são, às vezes, teóricas, frias, moralizantes: “A gente deve ser assim, a gente deve fazer assim, a gente não pode fazer isso...” Sem conhecer Jesus, sem encantar-se com ele, toda exigência evangélica parece opressiva e sufocante, sem sabor de “boa notícia”. (3) A pregação também deve ter o cuidado de ser catequética: apresentará a fé católica de modo simples, claro, convincente e biblicamente fundamentado. Nosso povo não conhece bem a Bíblia, mas sente uma imensa necessidade de ver tudo na fé católica bem fundamentado na Bíblia. É imprescindível deixar claro que nossa fé é bíblica e saber aproveitar todas as oportunidade para mostrar isso! (4) A pregação deverá, além de um aspecto catequético, ter, sem medo nem complexos, uma dimensão apologética, isto é, de defesa da fé. Não podemos fazer de conta que não sabemos: nossa fé católica é colocada sob ataque pelas seitas. Os fiéis católicos são questionados e criticados no seu ambiente de trabalho, em casa e até mesmo por amigos. Como poderão ser sustentados e auxiliados se não lhes damos os elementos para encontrarem respostas aos questionamentos e que sirvam como elaboração pessoal de sua própria fé. É verdade que a consciência ecumênica da Igreja nos impede de faltar com o respeito e a caridade no confronto dos cristãos não-católicos, mas também é verdade que temos o dever de defender nossa fé e conscientizar os fiéis católicos daqueles pontos que, nas várias denominações protestantes e pentecostais, são incompatíveis com a tradição católica e apostólica. Caridade e respeito, sim; complexo de avestruz, não! (5) É importante ainda utilizar a religiosidade popular: procissões, novenas, festas de padroeiros, mês de maio, mês da Bíblia, terços, etc... para um verdadeiro anúncio de Jesus e uma catequese sistemática e completa. Seria muito bom desenvolver e incrementar os círculos bíblicos, orientados de modo simples e acessível ao povo, sem ceder a leituras ideológicas. A Bíblia é para ser rezada, vivida e tornada presente na vida da comunidade. (6) Importante também é lançar os leigos na obra evangelizadora. Pelo Batismo e a Confirmação todo cristão é responsável pela pregação do Evangelho, pelo anúncio de Jesus. Nas ruas, nas casas, nos vários ambientes e âmbitos de nossa sociedade, é necessário anunciar Jesus sem medo nem meias palavras. Visitar os lares não somente para rezar, mas para anunciar Jesus como se fosse a primeira vez, anunciar pelas ruas, utilizando largamente a Palavra de Deus. Nunca é demais recordar que em muitos e muitos ambientes o crescimento das seitas se dá pelo simples fato da total ausência da Igreja: falta o padre, falta o grupo de leigos comprometidos e evangelizadores, falta uma capela... Sem nada, o povo corre para o primeiro templo de plantão que é aberto ali, onde ninguém tinha ido antes... Como se pode ver, há muito que pode ser feito; coisas concretas, simples, práticas! Uma pastoral eficiente e conjugada – a famosa pastoral de conjunto poderia ajudar tanto! É somente sermos menos teóricos, menos conversadores e mais unidos e práticos, mais decididos, mais apaixonados por Cristo e por sua Igreja católica e apostólica e mais inteligentes na nossa prática pastoral! Quem dera que não deixemos passar as oportunidades que o Senhor nos dá! Artigos Relacionados: |
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