Jesus, meu Senhor e Salvador, Mais uma vez teus discípulos celebram a graça do teu Natal, Daquele evento histórico fantástico, maravilhoso e desconcertante: Em Belém de Judá, de uma Virgem Mãe, sob o olhar de um humilde carpinteiro, Tu nasceste pobre e foste reclinado num presépio. Tu tiveste onde reclinar a cabeça, apenas por uma pobre manjedoura que te serviu de berço... Teus pais não te puderam dar o que merecias, Filho eterno de Deus! Mas, que noite, aquela de Belém: Nas trevas brilhou tua luz na luz da estrela, No silêncio os anjos cantaram, Na pobreza os pobres jubilaram E viram a glória de Deus. Tu vieste, e enriqueceste a nossa pobreza, Fizeste-te Deus próximo, Deus companheiro, Deus feito de ternura. Frágil, nos encheste de força, Pequeno, nos engrandeceste, Filho eterno, nos colocaste nos braços do Pai. Agora, teus discípulos vão celebrar o teu Natal! Não permitas que os presentes façam esquecer que és o Presente de Deus para nós, Não permitas que a ceia de Natal esteja desvinculada da Ceia eucarística, Não consintas que as luzes da cidade distraiam da Luz que tu mesmo és, Não permitas que o pagão Papai Noel, o velho da velhice do pecado do homem velho, Tome o teu lugar, ó Novidade de Deus, Ó Menino, Novo Adão, novo começo, princípio de um mundo novo! Não deixes que nosso Natal exclua os pobres da terra, Pobres de todas as pobrezas, Pobres como tu, nascido pobre no meio dos pobres, Pelos pobres reconhecido e por eles adorado! Meu Jesus do Natal, Jesus dos braços de Maria, Jesus da ternura da José, Acolhe o louvor e a adoração da tua Igreja, Aquece o nosso coração E dá-nos a graça da salvação, cuja aurora vislumbramos no teu Natal! Aos leitores e amigos do Semeador, Feliz e abençoado Natal! Um santo 2003, ano da graça do Senhor!
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