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| A catástrofe do Oriente Médio |
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| Editoriais do Semeador |
| Sáb, 16 de Maio de 2009 00:12 |
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Com tristeza, pasmo e indignação, acompanhamos a situação do conflito entre palestinos e israelenses, no Oriente Médio. É assim: há momentos e situações na vida em que tocamos como que com as mãos o mistério do pecado e da iniqüidade humana. Este momento que a Terra Santa travessa é um desses: “É a vossa hora e o poder das trevas!” E as trevas se revelam com toda a sua força e em vários aspectos diversos. Todos estes aspectos revelam a maldade do coração humano, sua incapacidade visceral de, sozinho, vencer o mal e a morte. Vejamos! São trevas a situação dos palestinos, que sem uma pátria, sem um estado, sem as condições mínimas de dignidade, entregam-se ao desespero, transformando seus jovens em bombas humanas. Somente o desespero, que é o terreno fértil para o fanatismo, poderia levar a ações como as que assistimos : jovens de 15 a 25 anos suicidarem-se de modo tão brutal, matando dezenas de civis israelenses! Loucura, falta de sentido do valor e da dignidade da vida humana! São trevas também a atitude de Israel! O povo judeu vem de um longo exílio, que começou no início da era cristã; foi perseguido, discriminado, oprimido... e, entre o fim do século XIX e a metade do século XX voltou à Terra Prometida. Mas, para isso, violentou os direitos de um outro povo: os palestinos. E sempre tratou os palestinos como cidadãos de segunda categoria, com violência e truculência. Agora, com a invasão dos territórios ocupados, Israel, sem ouvir ninguém, sem respeitar ninguém, trata a população civil palestina de modo desumano e violento. É triste que um povo que sofreu tanto nas mãos dos nazistas alemães, agora tenha um comportamento tão desumano contra um outro povo, passando de oprimido a opressor! Trevas são também a atitude dos outros países árabes, que não socorrem efetivamente os palestinos, mas além das palavras, não os ajudam de fato e os deixam entregues à própria sorte. Acima de tudo estão os interesses econômicos e diplomáticos ou, em outras palavras, o egoísmo humano! Trevas densas, a atitude do governo estadunidense, de uma desumanidade, cinismo e hipocrisia poucas vezes vista em tempos recentes! A polícia externa do Presidente Bush tem sido de uma arrogância totalmente fora de propósito. Para o senhor Bush, há somente um interesse a se considerar neste mundo, uma só questão: os Estados Unidos. O resto é resto! A humanidade é figurante no grande filme de bang-bang, no qual os estadunidenses são o Bem e o Presidente, o valente mocinho! Por isso, o apoio total a Israel, mesmo que de modo mentiroso e hipócrita, o Presidente estadunidense peça, com carinha de zangado, que Israel desocupe os territórios palestinos! Vemos, então, o quanto o discurso de respeito aos direitos humanos, de igualdade entre os povos, de respeito à soberania das nações, tudo isso é muitíssimo relativo! Na verdade, prevalece a ótica dos poderosos, os interesses dos grandes, tudo isso sob a capa da justiça e da liberdade! Quão inconstantes e inseguros são os pensamentos humanos: “Maldito o homem que confia no outro homem... pois o ser humano é mentira e ilusão!” O que, realmente, vem à tona é o velho mistério do pecado, do mal que habita o coração humano, feito de insanidade, ódio, rancor, ciúme, ganância e hipocrisia! O homem de hoje não é melhor que o de ontem: ele precisa voltar ao seu coração e escutar o apelo interior – apelo que é eco da voz de Deus – e o chama ao bem, à justiça, à fraternidade e à paz! Para nós, cristãos, a plenitude do bem, da vida, da justiça e da paz somente em Jesus Cristo pode se dar: “A graça e a verdade nos vêm por Jesus Cristo!” Não haverá paz no Oriente Médio, não haverá paz no mundo... nem nas ruas do Rio e de São Paulo, sem justiça, sem respeito pela vida humana, sem o reencontro com os valores mais profundos do coração humano. Ontem, como hoje, opera iustitiae pax – a paz é fruto da justiça! Artigos Relacionados: |
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