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| Acabou: apagou! |
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| Editoriais do Semeador |
| Sáb, 16 de Maio de 2009 00:22 |
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Isso mesmo: no domingo último encerraram-se os jogos olímpicos de Sidney; a chama olímpica, acesa durante o período das competições esportivas, foi apagada; o Brasil caminhou mal: foi um fracasso olímpico, uma olímpica decepção! Mas, não é sobre o pífio desempenho tupiniquim que desejamos discorrer. É conveniente refletir, isto sim, sobre alguns aspectos que envolveram os jogos e que nos devem fazer refletir. Ei-los: É inegável que um evento esportivo internacional tenha um sentido belo de congraçamento entre os povos. É não somente belo como também salutar; ajuda a aproximar, a distender, a derrubar algumas barreiras psicológicas. Mas, não é demasiado afirmações como “esporte é vida”, “o esporte une os povos”? Para nós, cristãos, vida é Cristo e para quem pense um pouco mais a sério que a leviandade que campeia no nosso mundo atual, são necessários valores e realidades muito mais profundas que o esporte para uma real união entre os povos: valores como a justiça, a partilha, a solidariedade, a paz, o respeito pelas diferenças. Não é meio mês de competições que faz esquecer as feridas que supuram no nosso planeta. Há uma tendência inegável de supervalorziar, superestimar o esporte! E aqui está, precisamente, um segundo aspecto para ser refletido: se depender do Galvão Bueno & cia o esporte entra na categoria de religião, e religião universal, única e verdadeira! Vejam-se os ritos, as “sacerdotisas de Apolo”, a seriedade tão séria... parece a coisa mais sagrada do mundo. Pobre humanidade: na falta de Deus endeusa uma coisa tão acessória, tão periférica... Como é fácil, num mundo como o nosso, absolutizar o relativo e dar importância suprema a coisas tão pouco significativas! Mais uma vez, nas olimpíadas, vimos o quanto a religião esporte vai bem, obrigado! Vimos quantos choraram e espernearam e riram e vibraram por causa de uma medalha... São Paulo diria “eles, para ganhar uma coroa perecível”... (1Cor 19,25). Repetimos: não se trata de desmerecer o esporte, mas de não inflá-lo, não fazer dele uma religião, não elevá-lo à categoria de razão da existência, honra da nação e vida da humanidade! Também deve nos fazer pensar o tempo que a mídia dedica a eventos desse tipo. Deus santo! se uma pequena parte deste tempo fosse dedicado a programas educacionais, a discussões sérias, à formação religiosa!... Campeonatos de futebol, jogos pan-americanos, competição disto e daquilo... Não há relação entre importância real para a vida e para a formação humana, de um lado, e o tempo ocupado nos meios de comunicação! Uma outra questão que se pode levantar é a moralidade da quantia de dinheiro que se gasta em eventos como as olimpíadas. É ético gastos tão monstruosos, quando a África morre de fome? É ético o gasto da fórmula 1, os salários astronômicos dos nossos astros do futebol? Realmente, há muitos valores invertidos, há muita coisa sem importância supervalorizada e muita coisa essencial esquecida! Um cristão – ou um ser humano maduro e responsável – não pode cair nos slogans fáceis, não pode aceitar sem senso crítico a ordem de coisas que o mundo nos apresenta... mesmo quando tudo é apresentado de modo bonitinho, arrumadinho, engomadinho, inocentezinho... Cristo, a luz que veio ao mundo, deu-nos a ordem de identificar e expulsar demônios... aqueles escondidos por detrás de rostos e aparências de anjos de luz, de inocência cândida, por detrás das estruturas pérfidas (são tantas) que intoxicam o nosso mundo. Esta é nossa missão profética; este é um dos aspectos do nosso serviço à humanidade! Na tua luz, Senhor, contemplamos a luz! Artigos Relacionados: |
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