Home Henri de Lubac Um hino de amor à Mãe católica
Um hino de amor à Mãe católica PDF Imprimir E-mail
Henri de Lubac
Qua, 30 de Junho de 2010 15:47

Caro Visitante meu, não me canso de admirar o amor a Igreja manifestado pelo querido Pe. Henri de Lubac. Veja só estas palavras! E, pense bem: quando ele escreveu tais linhas, estava afastado do ensino de teologia e sob suspeição por parte de seus superiores. Fora acusado - sem nunca fazerem-no de modo formal ou darem-lhe direito de defesa - de modernismo. Retribuiu tudo com paciência, obediência, silêncio e admirável amor e fidelidade à Igreja! No fim, foi reabilitado, feito perito do Vaticano II e criado Cardeal por João Paulo II. Nunca arredou o pé do amor à Mãe católica. Um exemplo para todos nós! Rezo freqüentemente pela sua canonização...

 

A Igreja católica é aquele estandarte erguido em meio às nações, como se exprime o Concílio Vaticano I, tomando as mesmas palavras do profeta Isaías (cf. 49,22), para servir a todos de sinal de reunião, a ela convidando todos os que ainda não têm fé, e assegurando a seus próprios filhos que a fé que eles professam apóia-se sobre o mais firme fundamento.

A Igreja é aquela montanha que se faz visível desde longe a todos os olhares, aquela cidade resplandecente, aquela luz colocada sobre o candelabro para iluminar toda a casa. Ela é aquele edifício de cedro e de cipreste incorruptível, cuja solidez majestosa desafia os séculos e inspira confiança a nossas efêmeras individualidades. Ela é aquele milagre continuado que não cessa de anunciar aos homens a vinda do seu Salvador e mostrar-lhes com mil exemplos sua Força libertadora...

Pela profundidade e pela coesão da doutrina que propõe, por seu conhecimento experimental do homem, como pelos frutos que o Espírito não cessa de fazer florescer nela, a Igreja exerce sobre as almas retas uma atração que atesta, de idade em idade, tantas conversões paradoxais.

Receptáculo a guardiã das Escrituras, a Igreja distribui sua luz, que é a única que da um sentido inteligível à nossa história. Deste modo, ela nos leva a Cristo por mil caminhos convergentes. É nela onde Deus se mostra aos olhos que vêem a sabedoria.

A quem vive o seu mistério, ela sempre se lhe manifesta, como ao vidente de Patmos, como a Cidade de pedras preciosas, como a Jerusalém celestial, como a Esposa do Cordeiro, e o gozo que esta contemplação lhe proporciona é também o mesmo que reina nas visões serenas do Apocalipse. Também se compreende o ímpeto que faz exclamar – como Santo Agostinho, quando falava da Pátria: “Quando falo sobre ela, não sei mais terminar!”

 

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Última atualização em Sex, 23 de Julho de 2010 14:23
 

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