Informações
| I Domingo da Páscoa - Ano B |
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| Ano B |
| Sáb, 16 de Maio de 2009 12:49 |
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Missa do Dia na Ressurreição do Senhor
Há situações, acontecimentos, fatos, que são tão bons, há novidades que transformam de tal modo a vida, que abrem de tal maneira novos horizontes, que chegam a nem parecer realidade... parecem mais um conto de fadas, assemelham-se mais a fábulas...  Assim é a Ressurreição de Cristo. Bultmann, teólogo protestante alemão do século passado, afirmava que aquele sepulcro de há dois mil anos, em Jerusalém, nunca estivera vazio. Nele, o cadáver de Jesus teria ficado, apodrecido, decomposto pela morte. O que interessa – garantia Bultmann – é que Jesus está vivo para mim, vivo no meu coração e, assim, é capaz de transformar a minha vida. Olhando direitinho essa idéia do teólogo alemão, não é Jesus quem nos dá a vida, mas nós quem damos vida a Jesus. No fundo, o Crucificado de Nazaré não seria o Salvador de ninguém: tragado pela morte, somente poderia viver na nossa memória! Em resumo: a Ressurreição não passaria de uma fábula; e a nossa fé, não seria mais que uma doce ilusão! Mas, não! O Evangelho que acabamos de ouvir dá conta de algo bem diferente. De manhã cedo, Maria Madalena foi ao túmulo. Ainda estava escuro, pela hora, muito cedo, e pela dor do coração daquela mulher... O túmulo estava aberto, a pedra fora retirada. Madalena correu até Pedro (Madalena é católica, sabe que o referencial dos discÃpulos é Pedro), desesperada: "Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram!" Pedro correu, com o DiscÃpulo Amado. Este último chegou primeiro; também ele católico, espera Pedro. Não entrou; apenas inclinou-se e olhou.. O que viu? Vamos traduzir de modo mais preciso que aquele que escutamos: "Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão". O Chefe, a Pedra, chegou também e entrou primeiro. Ficou admirado com o que vira! O que constara? Escutemos o texto, traduzido de modo bem fiel: "Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, ao passo que o lenço que estivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição". AÃ, entrou também o outro DiscÃpulo, o Amado. Viu e creu! Mas, o que eles viram? No que acreditou o DiscÃpulo Amado? O grande lençol que envolvera Jesus e a faixas que o amarravam estavam no mesmo lugar, espalmadas, isto é, estiradinhas no mesmo lugar onde estivera o corpo de Jesus. Quanto ao lenço que cobria o seu rosto (um sudário, isto é um lenço normalmente usado para enxugar o suor), estava não espalmado, estirado na pedra sobre a qual o corpo fora colocado; ao invés, endurecido, como um pano muito engomado, mantinha a forma da cabeça de Jesus, como uma espécie de máscara! Ou seja, Jesus saÃra dali de um modo inexplicável: ninguém o tirara; simplesmente ele desaparecera de dentro dos panos! Pedro constata, impressionando; o DiscÃpulo Amado, crê: o Mestre ressuscitou! Eis, caros meus! Não é uma lenda, a Ressurreição! O túmulo de verdade estava vazio. Depois, o próprio Ressuscitado veio até o seus, e comeu e bebeu com eles, constituindo-os suas testemunhas. Na primeira leitura de hoje, Pedro anuncia claramente: "Nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus. Eles o mataram pregando numa cruz. Mas Deus o ressuscitou, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas à s testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos!" Eis aqui! Anás, Caifás, Pilatos, os judeus jamais poderão ver Jesus! Ele, agora, vitorioso, é pleno de uma outra vida, a vida de Deus. O mundo jamais poderá ver Jesus! Nós, que comemos e bebemos com ele é que somos as suas testemunhas! Nós, que no Batismo, fomos mergulhados pelo seu EspÃrito Santo, na morte e ressurreição do Senhor; nós, enxertados nele, membros do seu Corpo; nós, que comungamos no seu Corpo e Sangue, é que podemos ouvi-lo vivo e atual, é que podemos comer e beber com ele no Altar do SacrifÃcio eucarÃstico. Nós somos as suas testemunhas. São Paulo nos diz: "Vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo, em Deus". Nós conhecemos o Cristo de um modo que o mundo não conseguirá jamais compreender. Para os de fora, o Cristo é um personagem do passado, preso no tempo. Para nós, o Senhor, está vivo, presente no hoje de nossa existência e nós vivemos nele e por ele: "Vossa vida está escondida com Cristo!" Ele é tão concreto, tão atual, tão vivo, tão real, que toda a nossa vida é pautada nele, e modelada segundo a sua santa vontade! Eis! Não somos nós que mantemos um Jesus morto, vivo somente na nossa lembrança. É o próprio Senhor nosso, Jesus Cristo que, vivo, dando-nos o seu EspÃrito no Batismo e na Eucaristia, unindo-nos a ele, nos vivifica, nos dá o perdão dos pecados e nos abre a estrada da Vida eterna. E nós, que experimentamos tal mistério maravilhoso, somos e seremos sempre, as suas testemunhas. É isto que significa ser cristão! A todos, pois, uma feliz Páscoa! Nosso Irmão, o Cristo Jesus, ressuscitou! Aleluia! Missa do Dia na Ressurreição do Senhor
Há situações, acontecimentos, fatos, que são tão bons, há novidades que transformam de tal modo a vida, que abrem de tal maneira novos horizontes, que chegam a nem parecer realidade... parecem mais um conto de fadas, assemelham-se mais a fábulas... Assim é a Ressurreição de Cristo. Bultmann, teólogo protestante alemão do século passado, afirmava que aquele sepulcro de há dois mil anos, em Jerusalém, nunca estivera vazio. Nele, o cadáver de Jesus teria ficado, apodrecido, decomposto pela morte. O que interessa – garantia Bultmann – é que Jesus está vivo para mim, vivo no meu coração e, assim, é capaz de transformar a minha vida. Olhando direitinho essa idéia do teólogo alemão, não é Jesus quem nos dá a vida, mas nós quem damos vida a Jesus. No fundo, o Crucificado de Nazaré não seria o Salvador de ninguém: tragado pela morte, somente poderia viver na nossa memória! Em resumo: a Ressurreição não passaria de uma fábula; e a nossa fé, não seria mais que uma doce ilusão! Mas, não! O Evangelho que acabamos de ouvir dá conta de algo bem diferente. De manhã cedo, Maria Madalena foi ao túmulo. Ainda estava escuro, pela hora, muito cedo, e pela dor do coração daquela mulher... O túmulo estava aberto, a pedra fora retirada. Madalena correu até Pedro (Madalena é católica, sabe que o referencial dos discÃpulos é Pedro), desesperada: "Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram!" Pedro correu, com o DiscÃpulo Amado. Este último chegou primeiro; também ele católico, espera Pedro. Não entrou; apenas inclinou-se e olhou.. O que viu? Vamos traduzir de modo mais preciso que aquele que escutamos: "Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão". O Chefe, a Pedra, chegou também e entrou primeiro. Ficou admirado com o que vira! O que constara? Escutemos o texto, traduzido de modo bem fiel: "Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, ao passo que o lenço que estivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição". AÃ, entrou também o outro DiscÃpulo, o Amado. Viu e creu! Mas, o que eles viram? No que acreditou o DiscÃpulo Amado? O grande lençol que envolvera Jesus e a faixas que o amarravam estavam no mesmo lugar, espalmadas, isto é, estiradinhas no mesmo lugar onde estivera o corpo de Jesus. Quanto ao lenço que cobria o seu rosto (um sudário, isto é um lenço normalmente usado para enxugar o suor), estava não espalmado, estirado na pedra sobre a qual o corpo fora colocado; ao invés, endurecido, como um pano muito engomado, mantinha a forma da cabeça de Jesus, como uma espécie de máscara! Ou seja, Jesus saÃra dali de um modo inexplicável: ninguém o tirara; simplesmente ele desaparecera de dentro dos panos! Pedro constata, impressionando; o DiscÃpulo Amado, crê: o Mestre ressuscitou! Eis, caros meus! Não é uma lenda, a Ressurreição! O túmulo de verdade estava vazio. Depois, o próprio Ressuscitado veio até o seus, e comeu e bebeu com eles, constituindo-os suas testemunhas. Na primeira leitura de hoje, Pedro anuncia claramente: "Nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus. Eles o mataram pregando numa cruz. Mas Deus o ressuscitou, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas à s testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos!" Eis aqui! Anás, Caifás, Pilatos, os judeus jamais poderão ver Jesus! Ele, agora, vitorioso, é pleno de uma outra vida, a vida de Deus. O mundo jamais poderá ver Jesus! Nós, que comemos e bebemos com ele é que somos as suas testemunhas! Nós, que no Batismo, fomos mergulhados pelo seu EspÃrito Santo, na morte e ressurreição do Senhor; nós, enxertados nele, membros do seu Corpo; nós, que comungamos no seu Corpo e Sangue, é que podemos ouvi-lo vivo e atual, é que podemos comer e beber com ele no Altar do SacrifÃcio eucarÃstico. Nós somos as suas testemunhas. São Paulo nos diz: "Vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo, em Deus". Nós conhecemos o Cristo de um modo que o mundo não conseguirá jamais compreender. Para os de fora, o Cristo é um personagem do passado, preso no tempo. Para nós, o Senhor, está vivo, presente no hoje de nossa existência e nós vivemos nele e por ele: "Vossa vida está escondida com Cristo!" Ele é tão concreto, tão atual, tão vivo, tão real, que toda a nossa vida é pautada nele, e modelada segundo a sua santa vontade! Eis! Não somos nós que mantemos um Jesus morto, vivo somente na nossa lembrança. É o próprio Senhor nosso, Jesus Cristo que, vivo, dando-nos o seu EspÃrito no Batismo e na Eucaristia, unindo-nos a ele, nos vivifica, nos dá o perdão dos pecados e nos abre a estrada da Vida eterna. E nós, que experimentamos tal mistério maravilhoso, somos e seremos sempre, as suas testemunhas. É isto que significa ser cristão! A todos, pois, uma feliz Páscoa! Nosso Irmão, o Cristo Jesus, ressuscitou! Aleluia! Artigos Relacionados: |
| Última atualização em Sáb, 07 de Abril de 2012 09:18 |
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