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| Deus: o doce mel, desejo do coração |
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| Padres da Igreja |
| Qui, 28 de Janeiro de 2010 07:31 |
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Eis um belíssimo texto de Santo Agostinho, comentando a Primeira Epístola de São João! “Que nos foi prometido? ‘Seremos semelhantes a ele porque o veremos como ele é’. Como pôde, a língua falou. Quanto ao mais, imagine-o o coração. Voltemos então, para sua unção, aquela unção que ensina no íntimo o que não conseguimos falar; e já que não podeis ver agora, prenda-vos o desejo. A vida inteira do cristão é desejo santo. Aquilo que desejas, ainda não o vês; mas, desejando, adquires a capacidade para que, quando acontecer, fiques repleto e possas ver. Se queres, por exemplo, encher um recipiente e sabes ser muito grande a oferta, alargas o bojo seja da bolsa, do odre ou de outra coisa qualquer. Sabes a quantidade que ali porás e vês ser apertado o bojo. Se o alargares, ficará com maior capacidade. Deste mesmo modo, Deus, com o adiar, alarga o desejo. Por desejar, alarga-se o espírito; alargando-se, torna-se capaz. É esta a nossa vida: pelo desejo, correr atrás. O santo desejo faz-nos correr atrás, na medida em que cortamos nosso desejo do amor do mundo. Já falamos algumas vezes do vazio que deve ser cheio. Vais ficar repleto de bem, joga fora o mal. Imagina que Deus te quer encher de mel. Se estás cheio de vinagre, onde pôr o mel? Será preciso esvaziar o jarro que o trazia, limpá-lo, limpar, ainda que com esforço, esfregando-o, para servir a outra coisa. Digamos mel, digamos ouro, digamos vinho; tudo quanto dissermos sobre o que não se pode dizer, tudo quanto queremos dizer: chama-se Deus. Dizendo Deus,que é que dissemos? Esta única sílaba é toda a nossa expectativa. Tudo o que dissemos, não estará à altura: alarguemo-nos para ele; quando vier, encher-nos-á. ‘Seremos semelhantes a ele, porque o veremos como é’”. Artigos Relacionados: |
| Última atualização em Qua, 10 de Fevereiro de 2010 07:54 |
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