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O jejum: tradição humana ou preceito divino? PDF Imprimir E-mail
Perguntas do Internauta
Dom, 24 de Maio de 2009 15:52


Sei que o jejum e a abstinência de carne são uma obrigação do católico. Compreendendo o sentido e o fundamento. Mas, pergunto: o jejum e a abstinência correspondem a uma tradição, a uma doutrina ou a uma lei humana? Neste último caso, o papa poderá mudá-la a qualquer tempo? 

Pode-se dizer que o jejum é de instituição divina: a Escritura – e, de modo particular, o Senhor nosso Jesus Cristo - nos exorta à prática tanto de jejum quanto da penitência e da mortificação. Neste sentido, os cristãos deverão sempre estar atentos a essas práticas salutares. O jejum e a abstinência pertencem, portanto à grande Tradição da Igreja; não são meras tradições humanas e não podem ser eliminados da vida eclesial. Seria uma infidelidade ao Senhor... 

Quanto à prática concreta, isto é, dias, modos, intensidade, cabe à Igreja determiná-la. Em alguns casos, ao Papa - quando se trata de prescrição para toda a Igreja. Mas também o Bispo diocesano poderia prescrever um jejum ou uma penitência para sua diocese, em alguma circunstância extraordinária. Também o padre ou um superior religioso poderiam sugerir, aconselhar essas práticas em alguma ocasião especial. Então, a realidade do jejum e da abstinência são de origem divino-apostólica e faz parte da Tradição eclesial. Sua prática concreta depende dos tempos e circunstâncias, com o discernimento dos pastores da Igreja. 

Além disso, cada fiel, pessoalmente, pode e deve praticar por conta própria alguns desses atos de piedade, segundo a inspiração interior e com a orientação do confessor ou diretor espiritual.

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