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| A Igreja não é uma simples organização social |
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| Ratzinger |
| Qui, 28 de Janeiro de 2010 07:29 |
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Para o Cardeal Ratzinger, considerar a Igreja como uma organização social “é um curto-circuito. Obviamente, o empenho em favor da paz, da justiça e do respeito pela criação é de máxima importância, e a religião deveria, sem dúvida, oferecer um estímulo fundamental em tal direção. Mas, as religiões não possuem um conhecimento a priori daquilo que, aqui e agora, é útil à paz, de como seja possível construir a justiça social nos países e entre os países, de como se possa tutelar de modo melhor a criação, dela cuidando responsavelmente segundo a intenção do Criador. Tudo isso deve ser repensando responsavelmente em cada época. Além do mais, é necessário levar em conta o livre confronto entre opiniões diferentes e o respeito pelos diversas soluções. Onde este pluralismo de soluções, freqüentemente não superável, e o cansativo confronto racional são fundamentados num moralismo com motivações religiosas e um só caminho é declarado correto, a religião transforma-se em ditadura ideológica, cujo furor totalitário não constrói a paz, mas a destrói. A religião não pode ser subordinada a uma finalidade prático-política, que depois se torna o seu ídolo” (observação minha: Pense-se aqui no quanto o cristianismo e a fé católica foram usados no Brasil por uma ideologia de esquerda que tanto dano causou à Igreja e ajudou a levar ao poder o atual Governo brasileiro, que não tem nenhum compromisso efetivo com o Evangelho. Esta mesma visão do Cardeal Ratzinger é repetida pelo Papa Bento XVI na sua Encíclica, quando fala da caridade: caridade como resposta à caridade de Deus em Cristo e não por uma ideologia ou ilusão de um projeto que criará um paraíso socialista na terra).
Por ocasião dos funerais do Pe. Giussani, Ratzinger recordou que, em 1968 e nos anos seguintes, “um primeiro grupo dos seus discípulos foi para o Brasil e aí se encontrou com a pobreza extrema, com a miséria. Que fazer? Como responder a tal situação? E foi grande a tentação de dizer: agora devemos, por enquanto, prescindir de Cristo, prescindir de Deus, porque há urgências maiores; devemos antes começar a mudar as estruturas, as coisas externas, devemos primeiro melhorar a terra, depois poderemos encontrar também o céu. Era a grande tentação daquele momento: transformar o cristianismo em um moralismo, o moralismo em uma política, substituir o crer pelo fazer” (Do livro Introduzione a Ratzinger, de Dag Tessore). Artigos Relacionados: |
| Última atualização em Qua, 10 de Fevereiro de 2010 07:54 |
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