Informações
| Antigo e Novo Testamento |
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| Ratzinger |
| Sáb, 13 de Fevereiro de 2010 04:02 |
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Ratzinger coloca no centro da atenção que a Bíblia – seja o Antigo seja o Novo Testamento – não é um livro humano sobre Deus, mas é a própria palavra de Deus, é a verdade revelada por Deus. Certamente, tal concepção contrasta com o “historicismo” hodierno e somente pode ser compreendida por um olhar iluminado pela fé (Observação minha: Aqui está um enorme problema em muitos exegetas de hoje. Estudam a Bíblia não como Palavra de Deus em modo humano, mas como um simples conjuntos de textos humanos, totalmente dependentes e mergulhados na contingência histórica. Então, o que valia naquele tempo, hoje não vale mais; o que era verdade naquela cultura, na nossa não é mais... elimina-se, assim, a certeza dos cristãos de que a Escritura é santa Palavra de Deus).
“Podemos nós crer ainda no Deus que chamou Moisés na sarça ardente, que matou os primogênitos do Egito, que guiou o seu povo nas guerras contra os habitantes de Canaã, que fulminou Oza porque ousou tocar na arca santa? Ou, ao invés, não seria tudo isso, para nós, simplesmente coisa do antigo Oriente, talvez interessante como estágio da consciência humana, mas não como expressão de um discurso divino? Não mais magistério, não mais o Deus da Revelação com os seus mandamentos, com o decálogo! Com efeito, há hoje moralistas ‘católicos’ que sustentam que aquele decálogo, sobre o qual a Igreja construiu a sua moral objetiva, seria apenas um ‘produto cultural’ ligado ao antigo Oriente Médio semita. Portanto, apenas uma regra relativa, dependente de uma antropologia, de uma história que não são mais as nossas. Assim, volta à moda a negação da unidade da Escritura, mostra novamente seu rosto a antiga heresia que afirmava que o Antigo Testamento (lugar da Lei) foi superado e rejeitado pelo Novo Testamento (lugar da Graça). Mas, para o católico, a Bíblia é um todo unitário, as Bem-aventuranças de Jesus não anulam o decálogo entregue por Deus a Moisés e, nele, aos homens de todos os tempos (Observação minha: É verdade que Jesus leva à plenitude a Lei de Moisés, de modo que seus preceitos são superados e assimilados pela nova Lei do amor que Jesus dá. Mas de modo algum se pode afirmar que o Antigo Testamento é rejeitado ou menos Palavra de Deus que o Novo. O decálogo conserva toda a sua validade moral.) Já para esses novos moralistas nós, homens ‘agora adultos e liberados’, deveríamos procurar sozinhos outras normas de comportamento” (Observação minha: É o triste relativismo que vemos hoje em muitos setores da Igreja, com uma moralzinha self-service. Nenhum teólogo é dono da verdade e ninguém está autorizado a dispensar ou obrigar seja o que for em moral. Somente a Palavra de Deus, interpretada no interior da constante Tradição da Igreja e apresentada com a autoridade de Cristo pelo magistério, é que pode fazê-lo. O resto é pretensiosa loucura humana...). - (Introduzione a Ratzinger, Dag Tessore – tradução portuguesa Bento XVI, Ed. Claridade). Artigos Relacionados: |
| Última atualização em Seg, 22 de Fevereiro de 2010 22:18 |
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