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Eu ensinarei os meus profetas (Tomás de Kempis) PDF Imprimir E-mail
Variedade
Sáb, 23 de Maio de 2009 03:49


Caro(a) Internauta,

            ofereço-lhe este belíssimo texto da Imitação de Cristo, obra espiritual de Tomás de Kempis, religioso holandês do século XV, que tanto bem já fez à Igreja. Que este trechinho lhe seja de proveito. 

            Ouve, filho, minhas palavras suavíssimas, que superam toda a ciência dos filósofos e sábios deste mundo. Minhas palavras são espírito e vida (Jo 6,63), não ponderáveis por humanas inteligências. Não devem ser puxadas para a vã complacência, mas escutadas em silêncio, acolhidas com total humildade e afeição íntima. 

            Eu disse: Feliz a quem instruis, Senhor, e lhe ensinas tua lei para que o alivies nos dias maus (Sl 93,12s) e para que não se sinta abandonado na terra. 

            Eu, diz o Senhor, ensinei no início aos profetas e até hoje não cesso de falar a todos. Porém muitos, à minha voz, são surdos e endurecidos. Muitos se comprazem em atender ao mundo mais que a Deus; com maior facilidade seguem os apetites de sua carne do que a vontade de Deus. O mundo promete coisas temporárias e pequeninas e é servido com imensas cobiças. Eu prometo bens sublimes e eternos e se entorpecem os corações dos mortais.             Quem me serve e obedece com tanto empenho em todas as coisas, quanto se serve ao mundo e aos seus senhores? 

            Cora de vergonha, servo preguiçoso e descontente, porque aqueles estão mais prontos para se perderem do que tu para viveres. Mais se alegram aqueles com a vaidade do que tu com a verdade. 

            E, no entanto, por vezes se frustra sua esperança, ao passo que jamais falha a alguém minha promessa, nem sai de mãos vazias quem em mim confia. O que prometi, darei; o que falei, cumprirei. Sou eu o remunerador dos bons e inabalável acolhedor de todos os fiéis.  

            Escreve minhas palavras em teu coração e rumina-as com cuidado; serão muito necessárias no tempo da tentação. O que não entendes ao ler, entenderás quando eu te visitar. Costumo visitar de dois modos os meus eleitos: pela tentação e pela consolação. E lhes leio diariamente duas lições: uma, argüindo seus vícios; outra, exortando a progredir na virtude. Quem tem minhas palavras e delas faz pouco caso, terá quem o julgue no último dia (cf. Jo 12,48)

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