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Interrogações de hoje e de sempre PDF Imprimir E-mail
Variedade
Seg, 08 de Fevereiro de 2010 19:27

Eis, caro Internauta, um texto bem atual da Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II:

O mundo moderno apresenta-se simultaneamente poderoso e fraco, capaz do melhor e do pior, e diante dele abre-se o caminho da liberdade ou da servidão, do progresso ou da regressão, da fraternidade ou do ódio. Por outro lado, o homem toma consciência de que depende dele a boa orientação das forças por ele despertadas e que podem oprimi-lo ou servi-lo. Eis por que o homem interroga a si mesmo. Na verdade, os desequilíbrios que atormentam o mundo moderno estão ligados a um desequilíbrio mais fundamental, radicado no coração do homem.
É de fato no próprio homem que muitos elementos lutam entre si. De um lado, como criatura, ele fez a experiência de seus múltiplos limites; de outro, sente-se ilimitado em seus desejos e chamado a uma vida superior. Atraído por muitas solicitações, é continuamente obrigado a escolher e a renunciar. Mais ainda: fraco e pecador, faz muitas vezes o que não quer e não faz o que desejaria. Em suma, é em si mesmo que o homem sofre a divisão que dá origem a tantas e tão grandes discórdias na sociedade.

 

Certamente são muitos aqueles cuja vida, impregnada de materialismo prático, os afasta da clara percepção dessa situação dramática; ou que, oprimidos pela miséria, estão impedidos de prestar-lhe atenção. Outros, em grande número, julgam encontrar tranqüilidade nas diversas explicações do mundo que lhes são propostas. Outros esperam unicamente do esforço do homem a verdadeira e plena libertação da humanidade e estão persuadidos de que o futuro reino do homem sobre a terra satisfará todos os desejos do seu coração. Não faltam também os que, desesperando de encontrar o sentido da vida, exaltam a audácia dos que julgam, a existência humana desprovida de todo significado próprio e se esforçam por dar-lhe, só por suas forças, todo o sentido.

Contudo, diante da atual evolução do mundo, cresce o número dos que formulam as questões mais fundamentais ou as percebem com nova acuidade. Que é o homem? Qual o sentido do sofrimento, do mal, da morte, que subsistem, apesar de tantos progressos? Para que essas vitórias conseguidas a tanto custo? O que pode o homem dar à sociedade e dela esperar? Que haverá depois desta vida terrestre? A Igreja, porém, crê que o Cristo, morto e ressuscitado por todos, oferece ao homem, pelo seu Espírito, luz e forças que lhe permitirão corresponder à sua vocação suprema; e crê que não há sob o céu, outro nome dado aos homens pelo qual possam ser salvos. Crê igualmente que a chave, o centro e o fim de toda a história humana encontra-se em seu Senhor e Mestre. Afirma a Igreja além disso que, sob todas as transformações, permanecem imutáveis muitas coisas que têm seu fundamento último em  Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e para sempre. (Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, nn. 9-10)

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Última atualização em Qui, 11 de Fevereiro de 2010 06:58
 

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