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A humildade que atrai a graça PDF Imprimir E-mail
Variedade
Dom, 25 de Abril de 2010 00:46

Caro Leitor, eis que palavras de São Bernardo de Claraval (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja:

Qual é o vaso para onde a graça se inclina de preferência? Se a confiança foi feita para receber nela a misericórdia, e a paciência para recolher a

justiça, que recipiente podemos propor que esteja apto a receber a graça?

 

Trata-se de um bálsamo muito puro e precisa de um vaso muito sólido. Ora o que há de mais puro e o que há de mais sólido que a humildade de coração? É por isso que Deus «dá a sua graça aos humildes» (Tg 4,6); foi com razão que «Ele colocou o seu olhar na humildade da sua serva» (Lc 1,48). Com razão, porque um coração humilde não se deixa ocupar pelo mérito humano e a plenitude da graça pode expandir-se nele mais livremente...

Observastes este fariseu em oração? Ele não era, nem um ladrão, nem injusto, nem adúltero. Não negligenciava a penitência; jejuava dois dias por semana, dava o dízimo de tudo quanto possuía... Mas não estava esvaziado de si mesmo, não se despojara de si próprio (Fl 2,7), não era humilde, mas, pelo contrário, altivo. Com efeito, não se preocupou em saber o que ainda lhe faltava, mas exagerou o seu mérito; Não estava cheio, mas inchado. E foi-se embora vazio, por ter simulado a plenitude. O publicano, pelo contrário, porque se humilhou a si próprio e se preocupou em se apresentar como um vaso vazio, pôde trazer uma graça muito mais abundante.

 

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Última atualização em Sex, 07 de Maio de 2010 21:36
 

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