Informações
| Entrar na verdadeira paz do sábado |
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| Variedade |
| Seg, 17 de Maio de 2010 21:45 |
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Eis que belo texto do Abade cisterciense Santo Elredo de Rieval (1110-1167).
Quando, afastando-se do ruído exterior, o homem se recolhe no segredo do seu coração e fecha a porta à multidão barulhenta das vaidades, quando nada mais tem em si que seja agitado e desordenado, nada que o importune, nada que o atormente, dá-se a feliz celebração de um primeiro sábado. Mas também pode abandonar este refúgio intimo, este albergue do coração, para entrar no alegre e aprazível repouso da doçura do amor fraterno. Dá-se então um segundo sábado, o sábado da caridade fraterna. Uma vez purificada nestas duas formas de amor (de si mesmo e do próximo), a alma aspira com tanto mais ardor às alegrias do amplexo divino quanto mais segura se sente. Ardendo com um desejo extremo, passa para o outro lado do véu da carne e, entrando no santuário (Hb 10,20), onde Cristo Jesus é espírito diante da sua face, é totalmente absorvida por uma luz indizível e por uma invulgar doçura. Tendo feito silêncio relativamente a tudo quanto é corpóreo, sensível, mutável, fixa com um olhar penetrante Aquele que é, Aquele que é sempre o que é, idêntico a Si mesmo, Aquele que é uno. Livre e capaz de ver que o próprio Senhor é Deus (Sl 45,11), celebra sem qualquer hesitação o sábado dos sábados, no doce amplexo da própria Caridade.
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| Última atualização em Dom, 23 de Maio de 2010 17:39 |
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